Rondônia foi reconhecida nacionalmente pelo Ministério da Saúde por sua bem-sucedida implementação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais. A iniciativa, liderada pela Agência de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), foi selecionada entre as dez principais experiências do país na organização da rede de atenção à saúde. O reconhecimento ocorreu durante o 3º Seminário Diálogos para a Eliminação das Hepatites Virais, realizado em Brasília-DF, a partir de 24 de abril.
A apresentação da Agevisa/RO detalhou sua experiência com o tema “Desafios e Estratégias para a Implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais em Rondônia: Relato de Experiência nas Regiões Madeira Mamoré e Vale do Jamari”. Além da ação da Agevisa/RO, a Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz Rondônia) também recebeu destaque no evento.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, atribuiu o reconhecimento às ações realizadas pelo governo do estado na assistência à saúde. Ele mencionou a qualificação dos profissionais de saúde, o fortalecimento da vigilância epidemiológica, reuniões técnicas, distribuição de insumos e campanhas educativas integradas com as secretarias municipais como fatores cruciais.
Segundo Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa/RO, a combinação de planejamento estratégico e execução pontual nos municípios fortalece a rede de enfrentamento e impulsiona a eliminação das hepatites virais em todo o estado. Ele ressaltou que “estar entre as melhores experiências do Brasil evidencia a vigilância em saúde de Rondônia e a gestão das ações realizadas”.
Ação Integrada
A iniciativa foi apresentada em Brasília por Francilene Alves de Miranda, coordenadora estadual das hepatites virais (NISTHV). Ela enfatizou a importância de compreender a realidade de cada território para o sucesso do programa, afirmando que “a implantação nessas regiões exigiu articulação entre os municípios e o Estado. Mapear as dificuldades locais e estabelecer fluxos estruturados de diagnóstico, prevenção, tratamento e monitoramento foi fundamental para alcançar o cidadão, oferecer o tratamento adequado e oportuno no SUS”.
Também foi destacada a experiência apresentada pela Dra. Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua, chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia. Sua contribuição abordou a implantação e o rastreamento do projeto piloto do exame de carga viral do vírus da hepatite D ou Delta (CV-HDV) no Sistema Único de Saúde (SUS).
Julho Amarelo
A Agevisa/RO reforça que, por ser uma doença geralmente silenciosa, a prevenção é fundamental. Medidas como a vacinação contra a Hepatite B, o uso de preservativos, cuidados para não compartilhar materiais cortantes e orientações em escolas, universidades e unidades de saúde continuam sendo formas importantes de proteção. As ações de conscientização ganham ainda mais força durante a mobilização anual do Julho Amarelo, período em que a Agevisa-RO intensifica os mutirões comunitários e o incentivo direto para que as pessoas realizem testes rápidos disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos municípios.