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Lançada frente parlamentar em defesa de universidades públicas estaduais e municipais

Redação

Lançada frente parlamentar em defesa de universidades públicas estaduais e municipais

A Frente Parlamentar Mista em Defesa das Universidades Públicas Estaduais e Municipais foi oficialmente lançada nesta terça-feira (7) na Câmara dos Deputados.

Composta por 183 deputados e dois senadores, a frente visa facilitar a comunicação e a atuação conjunta entre essas instituições de ensino e o poder público federal, abrangendo os poderes Legislativo e Executivo.

O coordenador do colegiado, deputado André Figueiredo (PDT-CE), enfatizou a importância de valorizar essas universidades e assegurar que elas recebam a devida atenção no Parlamento. Ele destacou que a frente busca unir as instituições estaduais e municipais, promovendo um diálogo aberto com o governo federal.

Financiamento

A criação da frente é resultado de uma iniciativa da Associação Brasileira das Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), que representa 46 instituições. Juntas, essas universidades possuem 446 campi e atendem mais de 700 mil estudantes.

A presidente da Abruem, Cicília Maia, informou que a principal meta da frente será garantir financiamento adequado e a recomposição orçamentária para as universidades. Ela salientou que, por dependerem de recursos estaduais e municipais, essas instituições frequentemente enfrentam restrições financeiras. Maia também ressaltou o papel crucial dessas universidades em oferecer educação de qualidade em um país vasto e diversificado, muitas vezes atuando em municípios carentes de outras políticas públicas e contribuindo para o desenvolvimento nacional através da educação.

Permanência estudantil

Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), reforçou que as universidades estaduais e municipais são fundamentais para a expansão do ensino superior para o interior e para o avanço social. Para a líder estudantil, a frente parlamentar representa uma oportunidade para discutir estratégias que assegurem a qualidade do ensino e a permanência dos estudantes.

Ela descreveu a educação como a infraestrutura do desenvolvimento social e um motor essencial para combater desigualdades e proporcionar vidas mais dignas. Borges ainda apontou o financiamento insuficiente e a ausência de planos estaduais de assistência estudantil como desafios a serem superados.

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