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Urbanização avança no Brasil, mas Rondônia segue com ocupação dispersa na Amazônia Legal

Levantamento do IBGE mostra crescimento de 12,27% da área urbanizada brasileira entre 2019 e 2022 e destaca diferenças na distribuição das cidades pela Amazônia Legal

Cidade: CerejeirasRedação
Foto: Leandro Morais/Prefeitura de Porto Velho/Divulgação

A área urbanizada do Brasil cresceu 12,27% entre 2019 e 2022, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço representa quase 6 mil km² de novas áreas urbanizadas no período e evidencia diferenças na forma como as cidades ocupam o território brasileiro.

Em 2022, o país tinha 53.925 km² de áreas urbanizadas, o equivalente a apenas 0,6% de toda a extensão nacional. Apesar da dimensão territorial do Brasil, a urbanização está concentrada principalmente em determinadas regiões, enquanto estados da Amazônia Legal apresentam ocupação urbana mais espalhada.

Rondônia está inserido nesse cenário. O estado possui um território extenso e seus municípios apresentam áreas urbanas separadas por grandes extensões de áreas rurais, florestais ou ainda não ocupadas. Dessa forma, a urbanização ocupa uma parcela relativamente pequena do território estadual.

Amazônia Legal tem urbanização menos concentrada

A pesquisa mostra que a Amazônia Legal ocupa 59,11% do território brasileiro, mas reúne apenas 14,27% de toda a área urbanizada do país.

O contraste é ainda maior quando comparado aos municípios costeiros. Eles representam apenas 5,02% do território nacional, mas concentram 19,5% das áreas urbanizadas.

Segundo o IBGE, a urbanização brasileira apresenta forte concentração na faixa litorânea. Já no interior e nas áreas de fronteira, a ocupação tende a ser mais espalhada, acompanhando principalmente os principais eixos rodoviários.

Essa característica é particularmente importante para Rondônia, cuja ocupação urbana se desenvolveu historicamente ao longo de rodovias e outros corredores de circulação.

Porto Velho está entre os principais centros urbanos

A capital rondoniense é um exemplo da diferença entre extensão territorial e concentração urbana. Porto Velho possui um dos maiores territórios municipais do Brasil, com mais de 34 mil km², mas sua área efetivamente urbanizada representa apenas uma pequena parcela dessa extensão.

A cidade concentra grande parte das atividades administrativas, comerciais e de serviços do estado, enquanto o restante do município possui extensas áreas rurais e de floresta.

Em outros municípios rondonienses, a urbanização também se concentra nos núcleos das cidades, enquanto grandes áreas permanecem fora da malha urbana.

Maioria das áreas urbanizadas é considerada densa

Em todo o país, 70,66% das áreas urbanizadas foram classificadas pelo IBGE como densas. São locais com forte concentração de edificações e menor presença de espaços vazios ou arborizados.

Outros 23,88% são considerados pouco densos, com construções mais espaçadas, enquanto 5,46% correspondem a loteamentos vazios, que já possuem ruas definidas, mas ainda não apresentam quantidade significativa de construções.

O levantamento também identificou cerca de 1,6 mil km² ocupados por equipamentos urbanos não residenciais, como aeroportos, portos, cemitérios, estações de tratamento de água e usinas fotovoltaicas. Outros 503 km² foram classificados como vazios intraurbanos, incluindo áreas não edificadas dentro do tecido das cidades.

Expansão urbana exige planejamento

O levantamento do IBGE permite acompanhar não apenas o crescimento das cidades, mas também a maneira como a urbanização se distribui pelo território.

Os dados podem contribuir para o planejamento de políticas públicas relacionadas a mobilidade, habitação, infraestrutura, sustentabilidade e ordenamento territorial.

No caso de Rondônia, o acompanhamento da expansão das áreas urbanizadas é especialmente relevante diante da grande extensão territorial do estado e da presença de áreas ambientais que precisam ser consideradas no processo de crescimento das cidades.

O IBGE ressalta que a pesquisa é baseada na interpretação de imagens de satélite. Por isso, o levantamento identifica a superfície ocupada pelas estruturas urbanas, mas não informa quantas pessoas vivem nessas áreas nem mede o crescimento vertical das cidades.

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