O mês de setembro em Rondônia marca o auge do calor no estado e representa o período de transição entre a estação seca e o retorno gradual das chuvas. Historicamente considerado o mês mais quente do ano na região, setembro combina temperaturas extremas com fenômenos climáticos severos que trazem impactos diretos para a saúde pública, a infraestrutura das cidades e o meio ambiente.
As queimadas urbanas em Rondônia sobrecarregam o sistema de saúde e geram sérios riscos à população, principalmente durante o período de estiagem e seca severa no estado. A queima de lixo doméstico, folhas e vegetação em quintais e terrenos baldios libera micropartículas perigosas e fuligem. Isso deteriora drasticamente a qualidade do ar nas cidades rondonienses.
O clima rondoniense em setembro é definido por médias térmicas elevadas, com temperaturas máximas que frequentemente oscilam entre 33 °C e 37 °C, podendo registrar picos severos acima de 39 °C nos dias de calor mais intenso. As noites continuam abafadas, com mínimas por volta de 23 °C.
Embora o volume de chuva comece a dar os primeiros sinais de recuperação variando de 55 mm a 120 mm acumulados ao longo do mês, a primeira quinzena ainda mantém a forte estiagem dos meses anteriores. A umidade relativa do ar sofre quedas drásticas, atingindo níveis alarmantes entre 20% e 30% nas horas mais quentes do dia.
Complicações do Período
O forte calor acumulado na superfície associado à chegada da umidade da Amazônia cria o ambiente perfeito para a formação de nuvens de tempestade carregadas. A principal complicação urbana são os temporais severos isolados, que frequentemente vêm acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento superiores a 60 km/h (por vezes ultrapassando os 100 km/h). Esses eventos geram quedas de árvores, destelhamentos de imóveis e danos estruturais à rede elétrica, provocando apagões de energia generalizados.
O início de setembro costuma concentrar o pico crítico das queimadas na região. A ausência de ventos constantes e a falta de chuvas regulares nos primeiros dias fazem com que a fumaça e o material particulado fiquem suspensos na atmosfera. Isso gera o fenômeno das “nuvens de fumaça”, prejudicando drasticamente a visibilidade em estradas e aeroportos, além de piorar a qualidade do ar.
A combinação de fumaça, calor extremo e baixíssima umidade do ar sobrecarrega o sistema de saúde. Há um aumento expressivo nos atendimentos médicos por problemas respiratórios (como asma, bronquite e rinite), desidratação grave, insolação e irritação nos olhos e na pele, afetando principalmente crianças e idosos.