O mercado físico do boi gordo registrou mais uma semana de valorização, com reajustes de preços disseminados pelas principais regiões produtoras do país. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário é sustentado pela oferta restrita de animais para abate e pelo posicionamento desconfortável das escalas dos frigoríficos, que permanecem concentradas entre cinco e sete dias úteis, dificultando o planejamento das indústrias.
Dinâmica de preços nas regiões
Diante desse quadro, frigoríficos de diversos portes mantêm-se ativos nas compras, elevando gradualmente suas indicações de preços. Segundo o especialista, a perspectiva de curto prazo continua favorável à valorização da arroba, embora a intensidade dos avanços varie conforme a praça. No dia 9 de outubro, os valores para o boi gordo, na modalidade a prazo, apresentaram o seguinte comportamento:
- São Paulo (Capital): R$ 380, com alta de 4,11% frente aos R$ 365 da semana anterior.
- Goiás (Goiânia): R$ 360, representando um aumento de 2,86% ante os R$ 350 registrados anteriormente.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 365, com valorização de 4,29% em relação aos R$ 350 do fechamento da semana passada.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 370, um incremento de 4,23% frente aos R$ 355 da semana anterior.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 345, mantendo estabilidade em relação ao fechamento da semana passada.
- Rondônia (Vilhena): R$ 355, com alta de 2,90% ante os R$ 345 registrados anteriormente.
Mercado atacadista e competitividade
No setor atacadista, a boa reposição observada durante a semana, impulsionada pela entrada dos salários na economia, ofereceu sustentação às cotações. Contudo, o analista ressalta que o potencial para novas altas de preços no varejo permanece limitado. A carne bovina enfrenta menor competitividade frente às proteínas de frango e suíno, que continuam sendo alternativas mais acessíveis para o consumidor final.
Em termos de valores no atacado, o quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 28,50 por quilo, uma elevação de 1,29% em comparação aos R$ 28,00 da semana anterior. Já o corte do quarto dianteiro manteve-se estável, cotado a R$ 21,50 por quilo.